Facundo Guerra: orgulho por São Paulo não ser mais marcada pela publicidade

O empresário da noite, Facundo Guerra, é categórico quando diz que “a Lei Cidade Limpa foi a melhor coisa que aconteceu a São Paulo”.

Apaixonado pela cidade, esse brasileiro nascido na Argentina, dedica-se a recuperar espaços esquecidos. Foi assim com o bar Riviera, na esquina da Rua da Consolação com a avenida Paulista, e com o cine Joia, no centro.
Entre seus novos projetos estão o Museu do Agora, no Belvedere do Parque Trianon e uma casa de shows onde ficava o Aeroanta, legendária casa noturna dos anos 80, no Largo da Batata, em Pinheiros.

Facundo diz que quando recebe um estrangeiro ele chama a atenção “olha pra cidade, ta vendo que ela existe, que não tá marcada pela publicidade?”

Segundo ele as marcas da cidade hoje não são mais os outdoors de publicidade, são os grafites e os pichos. “Só existe picho em São Paulo, é uma expressão genuína da periferia, de quem é excluído, tem gente que é analfabeta mas consegue ler o alfabeto do picho”, diz Facundo que também já deu aula de alfabetização para adultos e de redação pré vestibular para alunos que não podiam pagar cursinho.

Quando perguntamos se ele acha que a publicidade poderá voltar às ruas da cidade afirma categoricamente “melhor nem pensar numa coisa dessas, São Paulo não merece, a gente não merece.”

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